domingo, 1 de janeiro de 2012

O Grande Roubo do Trem (The Great Train Robbery)

O Grande Roubo do Trem (The Great Train Robbery)
EUA (Edison) 12 min. Mudo P&B
(colorido à mão)
Direção: Edwin S. Porter
Roteiro: Scott Marble, Edwin S. Porter
Fotografia: Edwin S. Porter, Blair Smith
Elenco: A.C. Abadie, Gilbert M., "Bronco Billy" Anderson, Georges Barnes, Walter Cameron, Frank Hanaway, Morgan Jones, Tom London, Marie Murray, Mary Snow

Considerado o primeiro faroeste já realizado, a importância desse filme está não só nesse feito, mas na profundidade narrativa que ele apresenta para os padrões da época.
Sendo assim, esse filme é um grande avanço para o "cinema de entretenimento".

domingo, 25 de dezembro de 2011

Viagem à Lua (Le Voyage Dans La Lune) (1902)

Viagem à Lua (Le Voyage Dans La Lune) (1902)
França (Star) 14 min. Mudo P&B
Direção: George Méliès
Produção: George Méliès
Roteiro: George Méliès, baseado no livro Viagem à Lua, de Júlio Verne
Fotografia: Michaut, Lucien Tainguy
Elenco: Victor André, Bleuette Bernon, Brunnet, Jeanne d'Alcy, Henri Delannoy, Depierre, Farjaut, Kelm, George Méliès

Link do filme legendado em português: http://www.youtube.com/watch?v=Joq9rbp_i6k

Fazer uma análise crítica deste filme seria, senão fazer o mesmo com o livro de Júlio Verne.
Me limitarei portanto aos aspectos cinematográficos da obra.
Assim sendo, colocarei o texto do livro 1001 Filmes para ver antes de morrer


"Quando pensamos sobre Viagem à Lua, nossa mente é logo tomada pela idéia inicial e mítica de que, nos seus primórdios, o cinema era uma arte cujas "regras" eram estabelecidas durante o próprio processo de produção. Este filme francês foi lançado em 1902 e representa uma revolução para a época, dada sua duração (aproximadamente 14 minutos), se comparado aos mais comuns curtas-metragens de dois minutos produzidos no começo do século passado.
Viagem à Lua reflete diretamente a personalidade histriônica do seu diretor, Georges Méliès, cujo passado de ator de teatro e mágico influencia a produção do filme. A obra faz corajosas experiências com algumas das mais famosas técnicas cinematográficas, como superposições, fusões e práticas de montagem que seriam amplamente utilizadas no futuro. Apesar da simplicidade dos deus efeitos especiais, o filme costuma ser considerado o primeiro exemplo de cinema de ficção científica. Ele apresenta muitos elementos característicos do gênero - uma espaçonave, a descoberta de uma nova fronteira - e estabelece a maioria de suas convenções.
O filme começa com um congresso científico no qual o professor Barbenfouillis (interpretado pelo próprio Mélliès) tenta convencer seus colegas a participarem de uma viagem de exploração à Lua. Assim que seu plano é aceito, a expedição é organizada e os cientistas são enviados ao satélite natural em uma espaçonave. A nave em forma de míssil aterrissa no olho direito da Lua, que é representada como um ser antropomórfico. Uma vez na superfície dela, os cientistas logo encontram habitantes hostis, os selenitas, que os levam ao seu rei. Depois de descobrirem que os inimigos somem em uma nuvem de fumaça ao simples toque de um guarda-chuva, os franceses conseguem escapar e voltar à Terra. Eles caem no oceano e exploram suas profundezas até serem finalmente resgatados e recebidos em Paris como heróis.
Aqui, Méliès cria um filme que merece um lugar de destaque entre os ícones da história do cinema mundial. Apesar do seu estilo surreal, Viagem à Lua é divertido e inovador, conseguindo combinar os truques do teatro com as infinitas possibilidades da mídia cinematográfica. Méliès, o mágico, era mais um maestro do que um diretor, também participando como roteirista, ator, produtor, cenógrafo, figurinista e fotógrafo, criando efeitos especiais que foram considerados espetaculares à época. Este primeiro filme de ficção científica é imperdível para aqueles interessados na origem das convenções que posteriormente influenciaram todo o gênero e seus mais famosos registros.
De modo mais geral, Viagem à Lua também pode ser considerado o filme que estabelece a principal diferença entre ficção e não-ficção cinematográfica. Em um tempo que o cinema retratava, na maioria das vezes, a vida cotidiana (como nos filmes dos irmãos Lumière,no final do século XIX), Méliès conseguiu oferecer uma fantasia que almejava o entretenimento puro e simples. Ele abriu as portas para os cineastas do futuro expressando visualmente sua criatividade de maneira completamente alheia aos filmes da época.

Começando

Resolvi fazer esse blog porque ganhei de Natal o Livro "1001 Filmes pra ver antes de morrer".
Percebi que já vi muitos deles, então resolvi ir escrevendo sobre os que já vi, e ir vendo os que ainda não vi.
É isso aí... :)